sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sérgio Fontes- Candidato a vereador da CML

1- Por que se candidata ao executivo da CML pelas listas do PSD?

Aceitei este desafio porque entendo que algo deve mudar neste concelho e entendo que a equipa que integro tem capacidade para fazer algo mais pelo Concelho da Lourinhã. Acho que é necessária uma mudança de atitude, uma mudança na forma de trabalhar e que acima de tudo temos valorizar todas as pessoas do nosso concelho.

Embora não possa, nem queira, esconder a minha simpatia pelo PSD, a verdade é que contribuo na medida do possível há 12 anos tendo como bandeira a do PSD, inicialmente como apoiante da lista à Junta de Freguesia de Ribamar, posteriormente como membro do Executivo da Junta de Freguesia de Ribamar e no mandato passado como membro da Assembleia Municipal e Relator da Comissão do Ambiente e Qualidade de Vida da Assembleia Municipal da Lourinhã.

Entendo que todas as partes podem contribuir positivamente, mas cada um de nós deve fazê-lo de acordo com os seus ideias e suas convicções.

2- Que balanço faz da governação socialista?

Sendo eu um opositor critico da governação socialista na Lourinhã, não significa dizer que tudo está mal, que todas as decisões tomadas foram erradas ou que quem está no exercícios das funções não tem capacidade nem conhecimento, pelo contrário. Ao contrário de outros nós valorizamos o trabalho desenvolvido, apenas somos mais exigentes e entendemos que o que foi feito não é o suficiente. Como afirmei nas comemorações do dia do concelho (http://lourinhadiferente.blogs.sapo.pt/316.html ) muito trabalho foi feito em termos de vias de comunicação, saneamento e associativismo no entanto ainda hoje passados 25 anos temos os mesmos problemas para resolver ou seja não progredimos no nosso patamar de desenvolvimento, não demos o passo em frente. É verdade que o estado transferiu muitas competências para as autarquias, principalmente no sector da educação mas não nos equivoquemos com essa delegação de competências também transferiu os respectivos fundos.

Assim e pelo que acima mencionei o meu balanço não é positivo, não é positivo pois:

1. Em todas as freguesias do concelho temos pontas de esgoto para resolver.

2. Só no actual mandato o problema do abastecimento de água foi resolvido, mas no que diz respeito à rede de distribuição temos uma estrutura envelhecida com enormes perdas que encarecem em demasia o preço da água e sendo esse custo suportado pelos munícipes.

3. As vias de comunicação municipais (principalmente dentro das localidades) encontram-se degradas e apenas algumas são alvo de cuidados em anos de eleições.

4. Apesar do enorme potencial turístico do concelho, não temos unidades hoteleiras não fixando assim quem visita a Lourinhã.

5. No meu entender o actual executivo é reactivo e não pró-activo, a titulo de exemplo bastará olhar para as obras ano após ano que se fazem nas praias, são em cima da hora e sem planeamento prévio.

6. O planeamento, orçamentação e execução de obras é desajustado, resultando no atraso da conclusão das obras e aumento do custo previsto.

7. Não temos capacidade de promover quanto mais de atrair investidores para o concelho e a titulo de exemplo posso referir as situações mais caricatas:

a. O único parque industrial que existe não está concluído e já tem mais de 10 anos.

b. Ao contrário de outros concelhos, na A8 não existe uma única placa publicitária por exemplo:

i. Ao Museu da Lourinhã e aos dinossauros .

ii. À Maçã, ícone da Freguesia do Reguengo.

iii. À Aguardente da Lourinhã, produto único que pertence a uma das poucas regiões demarcadas a nível Europeu.

c. A Lourinhã não tem um certame ou feira anual para promover os nossos produtos e ajudar o nosso tecido empresarial de forma clara e inequívoca.

i. Devo aqui obviamente realçar a feira da batata, mas é uma situação isolada que na minha opinião deveria ser mais cuidada.

No entanto e ainda mais preocupante no meu entender é a situação financeira da Câmara Municipal. É do conhecimento público que recentemente a Câmara contratou mais um empréstimo, neste caso de 11,5 milhões de Euros, com um período de carência de 3 anos, ou seja só daqui a sensivelmente 2 anos começará a abater o capital que pediu à banca. Apesar de actualmente o Município conseguir pagar aos seus fornecedores, a divida não desapareceu apenas mudou de mãos e dentro de dois anos terá um encargo mensal brutal durante 17 anos. Acredito sinceramente que estará em causa a própria manutenção dos serviços mínimos caso não haja uma mudança de atitude, a Câmara não pode constantemente entregar às gerações futuras os encargos do presente e entendemos que o que foi feito não justifica o actual nível de endividamento.

Por tudo isto não posso de modo algum fazer um balanço positivo .

3- O que podemos esperar do projecto Lourinhã Diferente?

O nosso projecto aposta na diferença, numa forma diferente de ver e actuar. Queremos valorizar as pessoas e o seu trabalho. Sugiro que leiam o nosso programa (http://lourinhadiferente.blogs.sapo.pt/2699.html) onde poderão constatar que as nossas propostas resultam de um processo de consulta exaustivo e reflexão ponderada.


Sérgio Fontes

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